B - S I D E


Track 1: You got a reaction… You got a reaction, didn’t you?

Show do White Stripes. E eu achava que eu ia perder, um preço salgadissímo, mas consegui. Foi assim: Pânico e tensão o dia todo, sai atrasado, esquece carteirinha de estudante, volta pra casa, perde três ônibus (Sem contar de uma conversa chata e tensa que eu tive que ter horas antes). Enfim, cheguei no Credicard, uma fila considerável, agora era a vez do Gustavo estar arrancando os cabelos e se embebedando para não surtar: Esqueceu o ingresso em casa. Tá, muita galera e eu sozinho na fila. Um cara duca também estava só e logo me indicou a porta da esperança. Sim, uma porta secreta (hohoho) onde, sem fila nenhuma, entramos e ficamos lá na frente, quase encostado ao palco. Surgiu mais duas garotas e o Gustavo alterado, mas já com ingresso na mão. Pronto. No meio da música que tocava, Jack e Meg White entraram do nada. Uh! Ela lindona e ele quase um toureiro, quase um Mariachi. Guitarra distorcida e.... DEAD LEAVES AND DIRTY GROUND... Foda!! Seguida de BLACK MATH E BLUE ORCHID. Pau! Ah! Uh! Enfim, melhor show da minha vida, não pulei mais porque paralisei, fiquei só olhando hipnotizado. Não era pra menos, estava vendo tudo em detalhes, os fios de cabelo captados pela baqueta da Meg a cada porrada na batera, o banquinho com seu nome, o Jack improvisando um número de musical, arrebentando a corda da guitarra, tocando xilofone em The Nurse. Tudo perfeito. Ai de quem disse que a banda não era boa ao vivo. Incendiária... deu sede. Faltou “You’re a pretty good looking”, “Fell in love with the girl” e “The hardest bottom to bottom”. Mas em compensação teve a surpresa de “You’ve got her in your pocket”, surpresa, surpresa mesmo... Nem esperava. E o povo inteiro cantando em coro, o Jack nem cantava o refrão.
Precisa dizer mais alguma coisa? Acho que ainda dá pra assistir ao trechinho de Black Math: http://www.igpop.com.br

Na minha próxima parada: Uma carta ridícula, duas caipirinhas de saquê e os ensinamentos dos Mutantes para dor-de-cotovelo.



Escrito por Tiago às 22h15
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Track 1: O ETERNO R........

Isso não é uma volta.
Porque toda vez que eu anuncio um retorno, a coisa não vinga.

Track 2: “Simples Pages” – Weezer

Estou mal.
Tossindo, meu pulmão está prestes a descolar.
Minha risada termina com uma tosse bem geriátrica.
Estou com febre desde de terça-feira.

Tá, tá. Mas nem tudo é drama. Antes de mergulhar nessa crônica de uma morte anunciada, eu me diverti À B-E-Ç-A. Foram três dias, feriado, sábado e domingo. Saga regada à muito álcool, rock n’ roll, surpresas, pessoas novas, risadas e aventurinhas digno de um teenenger.

Track 3: CALMA, EU EXPLICO

Quinta parei na Funhouse.
Sábado, show orgástico do Cachorro Grande. Depois Funhouse novamente, parada totalmente inesperada. Sem contar da atuação impecável desse show-man que vos fala. Sim, sim... Bebi! Não, não nego! Não sou daqueles que bebem todas, mas sábado foi assim. Vinho. E depois saquê. Uh! Falei com não sei quantas pessoas que nem conheço, inclusive cerrando um cigarro de todos que eu podia. Na jukebox, tocou músicas que me fizeram quase chorar. Sabe como é uma pessoa que não está no seu nível normal, né? Se abre, senta e chora.

E domingo, parada gay. Ri, mas não sai com uma impressão muito boa de lá.

Isso pode ser comentado outra hora, não?

Porque agora hora é de anunciar que volto aqui para falar do White Stripes.

Enquanto isso, tento me reconfortar com Sexpirencied do Cachorro Grande:

“QUERO UMA GAROTA QUE JÁ TENHA SEXPRIENCED...”
(Sacou, benhê?)



Escrito por Tiago às 22h50
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vinte.e.um

abril

três.horas.tarde

 

 

São apenas 15h desse feriado. E diferente de várias outras pessoas, eu não estou na praia ou fazendo algo aproveitando o dia livre tão raro de surgir. Não, eu estou na sala, amargo, cheio de conformismo e desgosto... Isso, por incrível que pareça, me mantém aquecido, o conformismo aquece, acreditem! Eu tenho um livro enorme para ler e, ontem, esse era minha prioridade para hoje. Dessa vez não foi a preguiça costumeira, mas essa tristeza mesmo que não deixou. Sabe...  minha vida recebeu surpresas esses dias atrás, notícias boas que eu esperava já há algum tempo. Queria era ter transbordado de felicidade. Quer dizer, não transbordei porque há umas barragens aqui nessa represa.

Ou seria o contrário? A felicidade seria a barreira bloqueando para a represa da tristeza não transbordar? De duas à uma, com certeza.

 

Desculpe por fugir do começo... Já é tarde e as lágrimas saem aos poucos. Maldito livro do Caio Fernando Abreu... Acordei, li alguns de seus contos e fiquei assim. Em "Mergulho I" a represa dele transborda, parece ser tristeza que jorra pra fora violentamente. Caio é genial, não há como ficar imune à todo o absurdo que metaforicamente é retratado nas histórias. Sentei na cadeira da sala e o sol, da janela, embora já fraco, reflete em todo cômodo. Meu irmão havia dito que ia chover. (Aqui dentro ou lá fora?). Quero esperar pra ver. Caio dá lugar a Joni Mitchel que me leva ao chão com aquela trilogia final de "Blue": "River", "A case of you" e "Last time I saw Richard". Que jeito mais filha da puta de finalizar um disco... Meu Deus! Quando eu disse que fui ao chão, não menti. Peguei a almofada e deitei no tapete mesmo, ao lado da caixa de som, cujo da direita está falhando, mas não importa... Eu consigo ouvir a Joni, de pertinho assim, dizendo que gostaria de ser um rio... Me parece que esse desejo é uma esperança para que a felicidade transborde. O do Caio parece que não. E o meu? Assim, deitado no chão, tudo fica um pouco mais tranqüilo, mais confortável, parece que o mundo já não aparenta ser tão grandioso assim. Pra mim, assim, ele não passa do limite da minha visão... O mundo é apenas o roda-pé do piso, o chinelo perto da porta e o cheiro que ficou após a fumaça ter já se dissipado. Assim fica mais fácil encara-lo.

 

Tudo piorou (Piorou não. As coisas não parecem tão drásticas assim. Ou são? Acho que são, porém não há força para reagir. E muito menos para tomar consciência. Ë uma preguiça de reconhecer o drama, de ficar triste.) quando no ponto de ônibus eu vi uma pessoa que não via há uns três meses. Estava dentro do ônibus parado na minha frente. Eu, um flaneur sem-vergonha, de quinta categoria, fiquei observando os prédios, pessoas, carros... Até chegar ao ônibus e ver. E reconhecer. E ficar paralisado durante eternos 10 segundos. Onde foi parar os três meses de "Nem me lembro mais, ó", "Passou"? Sei que essas frases foram todas verdadeiras, mas... Eu parei. E minhas pernas balançaram. Assim que o ônibus começou dar a partida, aqueles olhos já tão conhecidos viraram-se para a minha direção...

 

Mas voltando aqui para a sala... Estou querendo fugir, lembrar das coisas... Ainda estou aqui, ao pé da caixa de som. Porque fui gravar “Both sides, Now" como bônus track? O que colocar para ouvir depois? Bob Dylan? Eu acho que se eu colocasse o...

 

...Começou a chover.

Lá fora.

Começou tão levemente que eu nem percebi e agora parece que engrossou, dá para saber pelo barulho que faz lá fora, nas telhas. Até meu cachorro correu para dentro de casa. O Engraçado é que o sol ainda insiste em bater na janela, mesmo fraco... Como pode? A chuva caindo raivosamente e a luz persistindo. No final quem continuará? Não se pode chover e fazer sol juntos durante muito tempo, uma hora ou outra, um fraquejará ou então virá a noite logo à acabar com a disputa...

E o arco-íris nessa história?

 

Estou aqui esperando ver.

Tanto lá fora, quanto dentro de mim.

 



Escrito por Tiago às 20h50
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Soundtrack: “Devil may care”  Diana Krall

 

 

Oscar

 

Não que eu leve muito a sério a premiação, mas gosto de assistir.  Separei algumas coisas para comentar:

 

Melhor canção original: El otro lado del rio – Diários de Motocicleta

Corrigem se estiver errado, mas foi a primeira música latina a ganhar essa categoria, não foi? Caetano e Lila Down concorreu com “Burn it Blue”, trilha de Frida, mas não conseguiu o prêmio. "El otro lado del Rio" é uma bela canção. Ou vai dizer que bonito mesmo é o tema do O Expresso Polar?

 

Edna Moda entregando o prêmio de melhor figurino.

Com certeza, a melhor convidada da noite... “Arrasou, amor”.

 

Melhor ator: Jamie Foxx – Ray

Melhor caracterização de um personagem no cinema, ao lado de Cazuza, do Daniel de Oliveira, e o Jim Morrison, do Val Kilmer.

 

Melhor atriz: Hillary Swank – Menina de ouro

Merecido. Com o perdão da palavra: ela é um Puta atriz. Hillary ganhou seu segundo Oscar, com apenas duas indicações em toda carreira, a primeira foi para melhor atriz coadjuvante com Meninos não choram. Mas ainda no meu coração ficou marcada a Kate Winslet... que também seria muito merecido.

 

Melhor Filme: Menina de ouro

Mesmo não ter assistido O aviador e ter gostado muito de Ray, achei justo escolher Menina de Ouro para melhor filme. É realmente ótimo. E pela primeira vez estou me entregando a sensibilidade de Clint Eastwood na direção.

Escrito por Tiago às 17h14
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(continuando...)

 

Chris Rock como apresentador:

Não acho ele muito engraçado, mas só a idéia de colocar o mesmo cara que já apresentou o MTV Movie Awards, que faz piada com tudo e todos (ele já até brincou pesado com a bunda da Jennifer Lopez..rs), já é um grande avanço. Até porque o Billy Cristal e o Steve Martin já deu o que tina que dar.

 

Melhor roteiro original: Brilho eterno de uma mente sem lembranças.

Esse foi a cereja do bolo. Charles Kaufman recebendo a estatueta pelo roteiro-perfeição de Brilho eterno. Perceberam? Até o pessoal da academia se rendeu a genuialidade de Kaufman. O mais legal foi ver a empolgação da Kate Winslet que fez o papel da Clementine no filme, ela vibrava, chorava. Acho que até para ela o filme tem um signifacado importante.

 

José Wilker como comentarista na Globo

Digam o que disserem: eu prefiro o Rubens Ewald Filho.

 

 

Ainda em Brilho Eterno...

-         Estou puxando muita sardinha para o Brilho Eterno? Huuummm... Sim, sim... Porque ele já figura entre os filmes da minha vida e porque pra mim também tem um significado todo especial.

-         Estou puxando muita sardinha para a Kate Winlet? Hummm.. Sim, sim... Porque ela é linda e eu fiquei apaixonado por ela como Clementine.

 

Respondam rápido:

Quem é o peixe mais fora d’agua?

Renato Machado na Globo esse ano ou a Maria Cândido no sbt anos passados?

 

 



Escrito por Tiago às 17h13
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CONTATOS IMEDIATOS DE PRIMEIRíSSiMO GRAU
Diálogos e atos travados com pessoas de outra dimensão

:: Sexta – 21h30 – Na Faculdade.
Observo uma garota passando discretamente seu batom, ela percebe que eu estou olhando e diz:
“Um dia eu comprei um batom sabor de chocolate, mas tinha mesmo gosto de chocolate, uma coisa impressionante... daí eu comi o batom.”
“Como assim você comeu o batom? Era da Lacta?”
“Não. Batom, batom mesmo.”
“E como você comeu? Não é tóxico?”
“Ah! Era tão gostoso que eu pegava uma faca, cortava em pedacinhos e comia”
“!!!!!!”

::Sexta – 23h – Dentro do carro.
Dou carona para o Vinícius. A Av. D. Pedro II parada, no rádio toca ‘Hey Jude’. O Vinícius se empolga (como sempre) e começa a berrar:
“LA LA LA LA LA LAAAAAAAAAAA HEYYYY JUUDE!!”
Todos os outros estudantes que estão em outros carros se voltam para nós e caem na gargalhada.
Uns dez minutos depois, eu na direção, ouço alguém gritar meu nome, passa do meu lado uma lotação escolar e a minha amiga Viviane no banco da frente aos gritos:
“Tiiiiiiiiiiiii” e voltando para o motorista da Perua:
“São meus amigos, deixa eu sair... eu quero sair”
O Semáforo fecha e observo que a Perua parada lá na frente é aberta e com muita luta sai a Viviane, o semáforo abre e ela vem correndo por entre os carros. Até o Vinícius abrir a porta do carro, levantar o banco e a Viviane conseguir entrar no banco traseiro, eu e minha mãe já tínhamos sido xingados por tudo quanto é nome pelos motoristas lá de trás.

::Sábado – 2h30 da manhã – No saguão do Blen Blen
Uma garota fala seriamente comigo:
“Eu tenho dois diários, um se chama ‘anjinho’ e a outra se chama ‘L.S.D’”
“Qual a diferencia dos dois?”
“Um eu conto minha vida mesmo, é tipo ‘querido diário’... e outro eu escrevo poesias, contos eróticos, um monte de coisas... esse se chama ‘L.S.D’”
“E porque L.S.D?”
“Quer dizer: ‘Lésbicas são demais´”
“Ah tá!” não agüentei e ri. Ela seríssima, aponta para uma garota:
“O que você acha daquela ali?”
“Fodona!”
“Então, estou conseguindo entender a concepção dos homens”
Tomou um pouco da ‘xiboquinha’ e soltou:
“É que eu estou meio lésbica hoje”

::Domingo- 5h30 da manhã – Passando em frente ao cemitério
Um terráqueo (T) e uma alienígena (A) conversam:
A: “Então nós vamos transar no cemitério?”
T: “É. O que você acha daquela lápide”
A: “É um pouco alto para você me alcançar”
T: “Como assim, que tipo de posição você pretende fazer?”
A: “Não sei”
T: “Dá para fazer numa boa... desde que não seja na posição de ‘frango assado’”
A: “Como é a posição de ‘frango assado’? é tipo a mulher com as pernas no pescoço do homem?”
De repente um outro ser inter-espacial (I) cai de pára-quedas do céu:
I: “É assim. Você está sentado, daí a pessoa vem e senta no seu colo”
T: “Como assim? Isso se chama ‘cavalgar’, ‘galope’... sei lá.. mas não é ‘frango assado’ não.”
I: “Você nunca viu um frango assado de pé? Então...”
T: “Vou te contar um segredo, filho: Se chama ‘frango assado’ por causa do frango deitado, ele fica assim (tentando imitar) com as pernas meio levantas.. entende?”
A alienigina volta ao assunto:
A: “Então... ‘frango assado’ é quando a mulher coloca as pernas no pescoço do homem”
T: “Eu diria que é uma variação do estilo”
A: “Se for assim o ‘frango assado’ é uma variação do ‘papai e mamãe’”
T: (pensando) “É. Faz sentido”
A: “Qualquer coisa nós fazemos no estilo ‘conchinha’ mesmo”
T: “Conchinha??”
A: “É. Conchinha. É também conhecido como ‘de ladinho’”
Outra garota até agora muda, vira para nós e diz:
“Vamos deixar essa discussão de lado, amanhã vocês vão na livraria, compram o ‘Kama Sutra’ e descobre o que é ‘frango assado’, ‘conchinha’, essas coisas todas...”


Escrito por Tiago às 12h41
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Para ouvir: “O malandro n° 2” João Nogueira

“Meu nome é Tiago,sou cidadão Brasileiro e mesário. Nessas eleições  irei votar e trabalhar com muito prazer!”

VOTA BRASIL!


Foram vinhetas como esta, exibidas na TV, que me fizeram desencanar um pouco do fato de eu ser mesário. Não iria perder muita coisa num domingo, porque todo domingo é um porre. E querendo ou não, é um gesto de patriotismo, mesmo sendo um gesto obrigado.

No dia, as ruas já estavam naquele ritimo de festa. Até porque as eleições no Brasil fazem parte daquelas festas tradicionais, como a festa junina, por exemplo... Já faz parte do folclore brasileiro. Têm música (jingles dos vereadores), bandeirinhas coloridas (propaganda pendurada nos postes, pontes, portões), confetes (milhares de santinhos no chão) e fantasias (pessoas com camisetas, boné, chaveiro, lixa, pulseira). Todos festejando a maior festa pseudo-democrática do Brasil.

Sim! Descobri que a palavra democracia é apenas teoria, e porque o voto é obrigatório. O Tiago Cidadão aqui foi ser mesário em uma escola perto de casa que abrange a parte do bairro mais classe baixa possível. Nesse dia percebi que não existe eleição democrática e consciente num país onde a taxa de analfabetos e semi-analfabetos é altíssima, num país onde uma gorda fatia da população, jovens e velhos, não sabem nem mexer na urna eletrônica, não sabem analisar um candidato... Claro que isso não é parâmetro exclusivo da classe baixa, mas são as pessoas dessa classe que são obrigadas a digerir toda aquela propaganda, aquele discurso retórico... Tudo isso ficou claro para mim até porque um dia antes eu havia assistido ‘O Santo guerreiro contra o dragão da maldade’, do Glauber Rocha, e que faz uma metáfora com essa hierarquia que existe (mas isso já é assunto para outro post).

Acabar com a idéia de que o voto é dever de todo cidadão, é acabar com essa forma de oprimir e comprar o povo. Convenhamos que isso é a última coisa que eles querem que aconteça.

VOTA FACULTATIVO... PELO AMOR DE DEUS!

__________________________________________________


PÉROLAS DE URNA:

Moça apertando os botões da urna há três minutos.
A maquininha apita e aparece no visor:
FULANO DE TAL ESTÁ DEMORANDO PARA VOTAR
“Sicrana, você está com alguma dificuldade?”
“Você pode vim aqui?”
“Não podemos, qual o problema?”
“Não tô conseguindo votar”
“Quantos quadradinhos estão aparecendo para você?”
Moça conta os quadradinhos:
“Nove”
“Nove? Ehhh... tenta contar de novo”
Moça conta novamente os quadradinhos:
“Sete”
Mesário diz baixinho para Presidenta da seção:
“Vamos pedir para ela contar de novo, pela lógica ela vai diminuir mais dois... dá cinco!”

Garota grita do outro lado da urna:
“Não to conseguindo votar para prefeito”
“Digite os dois números do seu candidato e aperta CONFIRMA”
Pi. Pi. Pi. Pi. Pi. Pi. Pi
“Não, não... São só DOIS dígitos”
“Ah ta”
Pi. Pi. Pi. Pi. Pi. Pi. Pi. Pi. Pi  
“Moça, Aperta o corrige”
Pi.
“Pronto”
“Agora o número do candidato...”
Pi. Pi...
“PRONTO. PRONTO... JÁ DEU. APRETA O VERDE AGORA. O VER-DE”

Um senhor bêbado entra na sala (tem pessoas que precisam tomar coragem para votar):
“Ondié queu vuotu?”
“Naquela cadeira lá, senhor”
CRACK!
“Não. NÃO! EM CIMA DAS MAQUETES DAS CRIANÇAS NÃOOOOOO”

Senhora entra cantando na sala.
“A senhora já pode votar”
“Ela mexe, ela sobe. Ela dá uma rodada... ai, ai... uuuuiiii e eu vou saber como é que vota?..... É aqui, é?”, diz mexendo na parte traseira da urna.

Mulher acompanhada da mãe vai até a urna.
“Mãe vem cá, não sei em quem eu voto, em nome de Jesus!”
A Velha vai até lá.
Mesário: “A senhora não pode entrar junto”
“Ah posso sim... ´”
“Não pode não. A senhora, por favor, volte para fila.”
“Vou ficar aqui, pois somos iguais em nome de Jesus, quando morrer todo mundo vai para debaixo da terra... (???) e a gente aqui tem que votar nesses capetas, eu voto em Jesus.... blablablablabla...”

P.S: O que será de mim sem o horário político de São Paulo? Acabou o melhor programa de humor de todos os tempos... Não verei mais Osmar Lins e a Luiza ‘vovó-da- casa-do-pão-de-queijo’ Erundina? O meu único conforto é saber que pelo menos verei, por mais alguns dias, as gengivas e a cabeça de alien do Serra, e o os tiques nervosos do olho da Marta.



Escrito por Tiago às 12h31
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